A atitude que caracteriza o ministro que almeja a excelência deve ser de diligente sobriedade. “Sê sóbrio em todas as coisas” (2 Tm 4.5) não é uma mera advertência contra a embriaguez. Paulo também não está sugerindo que Timóteo deveria ser severo, triste, melancólico, rabugento. Sóbrio significa alguém que possui autocontrole, alguém atento e decidido. Descreve um estado de vivacidade mental e de controle sobre suas próprias faculdades.
Um ministro excelente é uma pessoa firme e estável, como um atleta que sujeitou todas as suas paixões, apetites e energia debaixo de um autocontrole absoluto, a fim de render o máximo. Colocando isso em termos negativos, o pregador não pode ser extravagante, ou tendencioso, ou alguém dado a caprichos. Diante de um mundo em mudanças, em meio a uma igreja vacilante e no contexto de uma sociedade levada ao sabor do vento, é bom que os ministros do evangelho sejam fortes, constantes, estáveis e firmes como uma rocha. Não podemos nos comprometer quando as pressões aumentam.
Já chega de pregadores extravagantes, tendenciosos e impulsivos, cujos estilos variam conforme o ânimo da multidão. O que mais precisamos agora são aqueles que se mantém plenamente constantes em um mundo instável e que conhecem suas prioridades. Precisamos de ministros cujas mentes estão livres de engano, de falsa doutrina e de conceitos não-ortodoxos. Precisamos de pregadores que declarem corajosamente “todo o desígnio de Deus”. Quão enfadonho para Deus ver sua Palavra inspirada ser substituída por conversa inócua e insípida, engenhosamente proferida dos púlpitos!
O pregador nobre é equilibrado, consistente e firme. Ele não se altera diante dos clamores daqueles que desejam satisfazer a coceira de seus ouvidos.
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