O Alicerce Para um Ministério de Excelência


Consideremos um pouco mais detalhadamente os primeiros versículos de 2 Timóteo 4:
Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina. Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas. Tu, porém, sê sóbrio em todas as cousas, suporta as aflições, faze o trabalho de um evangelista, cumpre cabalmente o teu ministério (vv. 1-5).

 Esta passagem tão sucinta define o ministério bíblico. Ela contémnove lembretes de Paulo a Timóteo que nenhum ministro deve ter a ousadia de ignorar. Aqueles que negligenciam essas respon­sabilidadesestão em pleno declínio, quer reconheçam, quer não.
 “Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos pela sua manifestação e pelo seu reino” — é assim que Paulo inicia a parte final de sua última epístola inspirada. Era um prisioneiro, que se encontrava perto do final de sua vida, esperando sua própria execução (2 Tm 4.16). Ele sabia que logo estaria diante de Deus para prestar contas. Esses pensamentos estavam bem vívidos em sua mente. Portanto, relembra a Timóteo a seriedade de seu comissionamento como jovem pastor.
Paulo aconselhou Timóteo a viver e trabalhar à luz do julgamento iminente. Timóteo precisava se preocupar com o que Deus pensava a respeito de seu ministério e não com o que os homens pensavam. Note que Paulo invocou a presença “de Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos”. Ele desejava que Timóteo compreendesse que Aquele que haveria de julgá-lo era Aquele em cuja presença ele ministrava. Deus julga por seus próprios critérios, não por aquilo que as pessoas imaginam.
Em outro lugar, Paulo afirma: “Pois todos compareceremos perante o tribunal de Deus… Assim, pois, cada um de nós dará contas de si mesmo a Deus” (Rm 14.10,12). É isso que Paulo desejava salientar a Timóteo. Ele não deveria ministrar para agradar a homens, e, sim, a Deus.

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