No auge da Controvérsia do Declínio, duas semanas após ter sido censurado pela União Batista, Charles Spurgeon pregou uma mensagem intitulada “Apegando-se à Fé”, na qual ele declarou:
Jamais devemos esconder nossa bandeira. Há momentos em que é necessário nos lançarmos à frente e encararmos nosso oponente, ao percebermos que a honra de nosso Capitão assim o requer. Que jamais nos mostremos envergonhados ou temerosos. Nosso Senhor Jesus merece que nos ofereçamos como sacrifícios voluntários em defesa da fé. Se necessário, devem ser descartadas a tranqüilidade, a reputação e a própria vida em prol da fé e do nome de Jesus; E, se no ardor da batalha colocamos em risco o nosso bom nome ou a própria vida, para que alcancemos a vitória, que possamos dizer: “Nesta batalha, alguns de nós haveremos de cair; por que não eu? Quero ter minha parte e meu quinhão com o Mestre e suportar afrontas por amor a Ele”. Somente os soldados valentes são dignos de nosso grande Senhor. Aqueles que se retiram furtivamente para a retaguarda, com o propósito de sentirem-se tranquilos, não são dignos do reino…
Irmãos, precisamos estar dispostos a passar pelo ridículo, por amor a Cristo, até mesmo o ridículo sutil que os “eruditos” querem nos impor. Devemos estar dispostos a sermos considerados grandes tolos, por amor a Jesus… Quanto a mim, estou disposto a ser dez mil tolos em um só, por amor ao meu querido Senhor e Mestre; e considero como a mais alta honra que me pode ser atribuída, o ser tirado de mim todo o mérito e receber só a censura por causa da grande e antiga verdade que está inscrita em meu próprio coração…
Antes que eu abandone a minha fé… terei de ser moído em pó, e cada partícula desse pó ser transformada.
Spurgeon terminou este sermão com as seguintes palavras:
Todos admiram Lutero! Sim, admiram muito, mas ninguém quer que outra pessoa faça hoje o que ele fez. Quando se vai ao jardim zoológico, admira-se o urso; mas, você gostaria de ter um urso daqueles em sua casa ou vagando pelas ruas? Você me diria que isso seria intolerável e não há dúvida de que você está certo.
Então, admiramos um homem que se mostrou firme na fé há 400 anos; as eras passadas são como uma jaula de urso para ele. Porém, a existência de tal homem na atualidade seria um forte aborrecimento, e todos lutariam por sua queda. Chame-o de fanático intolerante, dê-lhe o pior título que você puder imaginar. Contudo, imagine se, naquela época passada, Lutero, Zwínglio, Calvino e seus companheiros houvessem dito: “O mundo está fora de ordem; mas, se tentarmos acertá-lo, conseguiremos apenas criar mais confusão e trazer desgraça sobre as nossas cabeças. Voltemos aos nossos quartos, coloquemos nossas tocas de dormir, durmamos durante os dias maus, e talvez, ao acordarmos, as coisas estarão melhores”.
Tal conduta da parte deles teria nos outorgado uma herança caracterizada pelo erro. Era após era, teríamos descido às profundezas infernais, e o pestífero atoleiro do erro nos teria engolido a todos. Aqueles homens amavam tanto a fé e o nome de Jesus que não permitiram que estes fossem pisoteados. Reconheçamos quanto devemos a eles e paguemos aos nossos filhos a dívida que temos para com nossos pais.
a retaguarda, com o propósito de sentirem-se tranquilos, não são dignos do reino…
Irmãos, precisamos estar dispostos a passar pelo ridículo, por amor a Cristo, até mesmo o ridículo sutil que os “eruditos” querem nos impor. Devemos estar dispostos a sermos considerados grandes tolos, por amor a Jesus… Quanto a mim, estou disposto a ser dez mil tolos em um só, por amor ao meu querido Senhor e Mestre; e considero como a mais alta honra que me pode ser atribuída, o ser tirado de mim todo o mérito e receber só a censura por causa da grande e antiga verdade que está inscrita em meu próprio coração…
Antes que eu abandone a minha fé… terei de ser moído em pó, e cada partícula desse pó ser transformada.
Spurgeon terminou este sermão com as seguintes palavras:
Todos admiram Lutero! Sim, admiram muito, mas ninguém quer que outra pessoa faça hoje o que ele fez. Quando se vai ao jardim zoológico, admira-se o urso; mas, você gostaria de ter um urso daqueles em sua casa ou vagando pelas ruas? Você me diria que isso seria intolerável e não há dúvida de que você está certo.
Então, admiramos um homem que se mostrou firme na fé há 400 anos; as eras passadas são como uma jaula de urso para ele. Porém, a existência de tal homem na atualidade seria um forte aborrecimento, e todos lutariam por sua queda. Chame-o de fanático intolerante, dê-lhe o pior título que você puder imaginar. Contudo, imagine se, naquela época passada, Lutero, Zwínglio, Calvino e seus companheiros houvessem dito: “O mundo está fora de ordem; mas, se tentarmos acertá-lo, conseguiremos apenas criar mais confusão e trazer desgraça sobre as nossas cabeças. Voltemos aos nossos quartos, coloquemos nossas tocas de dormir, durmamos durante os dias maus, e talvez, ao acordarmos, as coisas estarão melhores”.
Tal conduta da parte deles teria nos outorgado uma herança caracterizada pelo erro. Era após era, teríamos descido às profundezas infernais, e o pestífero atoleiro do erro nos teria engolido a todos. Aqueles homens amavam tanto a fé e o nome de Jesus que não permitiram que estes fossem pisoteados. Reconheçamos quanto devemos a eles e paguemos aos nossos filhos a dívida que temos para com nossos pais.
que estão ao nosso redor! De que maneira o mundo será salvo, se a igreja for infiel para com seu Senhor? Como haveremos de erguer as multidões, se nosso suporte for removido? Se nosso evangelho for duvidoso, o que restará, senão a miséria e o desespero? Mantenham-se firmes, meus amados, em nome de Deus! Eu, seu irmão em Cristo, suplico que permaneçam na verdade. Comportem- se como homens; sejam fortes. Que o Senhor os sustente, por amor a Jesus. Amém.
Spurgeon fez sua parte. Ele passou o bastão a outra geração, e estes o passaram à seguinte. Completaram sua carreira, tendo preservado a fé. E nós, preservaremos a fé? Cumpriremos nosso ministério? Estamos dispostos a suportar aflições por sermos fiéis? Temos nós um compromisso com o ministério de pregar a Palavra sem nos envergonharmos?
Nós, que amamos ao Senhor e à sua igreja, não devemos ficar assentados enquanto a igreja ganha ímpeto em direção ao declínio que leva ao mundanismo e ao comprometimento do evangelho. Homens e mulheres pagaram com seu próprio sangue o preço de passarem a nós uma fé genuína. Agora é nossa vez de preservarmos a verdade; e esta é uma tarefa que requer coragem, sem compromisso com o erro. Trata-se de uma responsabilidade que exige devoção inabalável a um propósito muito específico.
No mesmo sermão que acabei de citar, Spurgeon incluiu este lembrete:
Queridos irmãos, este nome e esta fé são a nossa mensagem. Nosso único serviço aqui neste mundo é clamar: “Eis o Cordeiro”. Algum de vocês foi enviado por Deus com outra mensagem? Não pode ser. A única mensagem que Deus outorgou a seu povo é a proclamação da salvação através do Cordeiro — salvação pelo sangue de Jesus… Falar de Jesus é nossa ocupação; nada mais temos a dizer senão aquilo que esteja contido na revelação que Deus nos deu na pessoa de Jesus Cristo. Ele, que é o nosso consolo, é o nosso único tema.
Isso ecoa as palavras de Paulo a Timóteo: “Prega a Palavra”.
Nada mais digno temos a dizer. Não há outra mensagem. Não há outro ministério que valha a pena. Até que a igreja recupere a centralidade dessa verdade e o compromisso único de nosso chamado, o evangelicalismo continuará sendo implacavelmente puxado para o declínio.
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