Infelizmente, a filosofia norteada por marketing apela à pior disposição de nossa época. Ela satisfaz pessoas cujo primeiro amor está em si mesmas e que não se importam com Deus, a menos que possam tê-lo sem interromper sua maneira de viver egoísta. Prometa a essas pessoas uma religião que lhes permitirá que tenham conforto em meio ao seu materialismo e amor próprio, e elas a aceitarão aos milhares.
Paulo antecipou que essa época chegaria. No final de sua segunda carta a Timóteo, depois de esboçar os princípios que mencionamos anteriormente, o apóstolo resumiu seu conselho a Timóteo nestas palavras tão bem conhecidas: “Prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda alonganimidade e doutrina” (2 Tm 4.2). Então, Paulo acrescentou a seguinte advertência profética: “Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres segundo as suas próprias cobiças, como que sentindo coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas” (2 Tm 4.3,4). A versão brasileira traduz essa passagem da seguinte forma: “Mas desejosos de ouvir cousas agradáveis, cercar- se-ão de mestres segundo os seus desejos, e desviarão os ouvidos da verdade e se aplicarão às fábulas”.
É claro que na filosofia ministerial de Paulo não havia lugar para a teoria do ofereça-às-pessoas-o-que-elas-desejam, que é tão predominante hoje em dia. Ele não instou que Timóteo fizesse uma pesquisa a fim de descobrir o que as pessoas desejavam. Não sugeriu que Timóteo fizesse um estudo de dados demográficos ou procurasse descobrir quais as “necessidades conhecidas” de seu povo. Ele ordenou que Timóteo pregasse a Palavra fiel, sistemática e pacientemente, de forma a repreender, permitindo que ela confrontasse o espírito vigente.
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